{"id":338013,"date":"2018-06-01T02:00:00","date_gmt":"2018-06-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/medizinonline.com\/terapia-de-atencao-a-ansiedade-e-a-depressao\/"},"modified":"2018-06-01T02:00:00","modified_gmt":"2018-06-01T00:00:00","slug":"terapia-de-atencao-a-ansiedade-e-a-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/medizinonline.com\/pt-pt\/terapia-de-atencao-a-ansiedade-e-a-depressao\/","title":{"rendered":"Terapia de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 ansiedade e \u00e0 depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Na \u00faltima d\u00e9cada, a terapia de ansiedade e depress\u00e3o com base na aten\u00e7\u00e3o evoluiu de uma posi\u00e7\u00e3o marginal no campo terap\u00eautico para um procedimento reconhecido e emp\u00edrico. Para al\u00e9m da sua utiliza\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o de reca\u00eddas em depress\u00e3o, estudos recentes indicam agora que esta forma de terapia tamb\u00e9m pode ser \u00fatil em epis\u00f3dios depressivos agudos.<\/strong><\/p>\n<p> <!--more--> <\/p>\n<p>O termo forma\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 actualmente na boca de todos. A percep\u00e7\u00e3o consciente \u00e9 o conceito central e deve contribuir para a redu\u00e7\u00e3o do stress. Historicamente, o termo &#8220;cuidado&#8221; encontra-se principalmente no budismo. A seculariza\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o teve lugar, entre outros, atrav\u00e9s do bi\u00f3logo molecular americano Jon Kabat-Zinn, que utilizou terapias de aten\u00e7\u00e3o para doentes com dor cr\u00f3nica e mais tarde desenvolveu a Mindfulness-Based Stress Reduction (MBSR) como um estilo de vida promotor de sa\u00fade. Entretanto, a terapia de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m utilizada no \u00e2mbito de outros conceitos de tratamento. A Terapia Cognitiva Baseada na Aten\u00e7\u00e3o (MBCT), por exemplo, \u00e9 utilizada no campo da preven\u00e7\u00e3o de reca\u00eddas de doen\u00e7as depressivas recorrentes. Ao faz\u00ea-lo, contraria os processos de acumula\u00e7\u00e3o que tipicamente contribuem para uma reca\u00edda de um epis\u00f3dio depressivo <strong>(Fig.&nbsp;1)<\/strong>. Na pr\u00e1tica, isto significa:<\/p>\n<ul>\n<li>Estar em contacto com o momento presente e n\u00e3o com mem\u00f3rias ou planos para o futuro<\/li>\n<li>Pensamentos perceptivos, sentimentos, sensa\u00e7\u00f5es corporais n\u00e3o avaliadas<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m perceber conscientemente ligeiras altera\u00e7\u00f5es de humor e cogni\u00e7\u00e3o automatizada; ver os pensamentos e sentimentos como eventos mentais e um reflexo da realidade (&#8220;descodifica\u00e7\u00e3o&#8221;).<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 id=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-10220\" alt=\"\" src=\"https:\/\/medizinonline.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/abb1_np3_s46.png\" style=\"height:400px; width:400px\" width=\"884\" height=\"883\"><\/h2>\n<h2 id=\"-2\">&nbsp;<\/h2>\n<h2 id=\"areas-de-aplicacao-da-terapia-da-atencao\">\u00c1reas de aplica\u00e7\u00e3o da terapia da aten\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Na pr\u00e1tica, a TCMB \u00e9 utilizada para pacientes com estado ap\u00f3s m\u00faltiplos epis\u00f3dios depressivos, por exemplo sob a forma de uma terapia de grupo que dura v\u00e1rias semanas, na qual, para al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o conjunta de exerc\u00edcios de consci\u00eancia e da aplica\u00e7\u00e3o de elementos de terapia cognitivo-comportamental, a aplica\u00e7\u00e3o recorrente dos exerc\u00edcios praticados na vida quotidiana pode dar um contributo decisivo para o sucesso.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia desta forma de terapia tem sido investigada em v\u00e1rios estudos. Kuyken et al. conseguiram demonstrar no estudo PREVENT que a terapia de manuten\u00e7\u00e3o de medicamentos durante dois anos era equivalente \u00e0 Terapia Cognitiva Baseada na Aten\u00e7\u00e3o (MBCT) na profilaxia de reca\u00eddas de epis\u00f3dios depressivos [1]. Do mesmo modo, n\u00e3o foi encontrada qualquer diferen\u00e7a significativa em termos de rela\u00e7\u00e3o custo-efic\u00e1cia. O MBCT provou ser particularmente eficaz com os pacientes que sofreram traumas de inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Seria interessante saber se a terapia de aten\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m da sua utiliza\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m adequada para o tratamento de um epis\u00f3dio depressivo agudo ou epis\u00f3dio de ansiedade. Esta quest\u00e3o foi abordada numa meta-an\u00e1lise de 12 ensaios controlados aleat\u00f3rios com um total de 578 pacientes que preenchiam os crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico de um epis\u00f3dio agudo de depress\u00e3o ou ansiedade [2]. Os dados mostram que a forma\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o sob a forma de MBCT tem um efeito significativo na depress\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com o grupo de controlo (com um controlo inactivo) e forneceu provas de que a MBCT funciona de forma semelhante \u00e0 terapia cognitiva comportamental baseada no grupo (controlo activo). N\u00e3o houve benef\u00edcio do MBCT para as perturba\u00e7\u00f5es de ansiedade. Os autores recomendam que a TCMB possa ser oferecida a doentes com um epis\u00f3dio depressivo agudo juntamente com outras interven\u00e7\u00f5es baseadas na evid\u00eancia, tamb\u00e9m para alargar as suas escolhas de tratamento.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de terapia de aten\u00e7\u00e3o \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es da ansiedade, o orador referiu-se ao estudo de Koszycki et al. O grupo de investiga\u00e7\u00e3o comparou o efeito terap\u00eautico de 8 semanas de Redu\u00e7\u00e3o do Stress Baseado na Consci\u00eancia (MBSR) com 12 semanas de terapia cognitiva comportamental baseada no grupo (KVGT) [3]. O KVGT foi significativamente superior ao MBSR na redu\u00e7\u00e3o da ansiedade social, a taxa de inquiridos (67 vs. 39%) e a taxa de remiss\u00f5es (44 vs. 9%). No entanto, em termos de melhoria do humor, funcionalidade e qualidade de vida, as duas terapias eram compar\u00e1veis. Assim, para os autores, \u00e9 claro que o KVGT continua a ser o tratamento de elei\u00e7\u00e3o para a desordem de ansiedade social. Com este resultado em mente, pode considerar-se at\u00e9 que ponto os pacientes individuais beneficiariam de mais MBSR em termos de melhoria da qualidade de vida, salienta o Prof. Rufer.<\/p>\n<p>Estudos recentes est\u00e3o a tentar descobrir quais s\u00e3o exactamente os mecanismos de ac\u00e7\u00e3o da terapia da aten\u00e7\u00e3o. Numa revis\u00e3o [4], as \u00e1reas de aten\u00e7\u00e3o e pensamento negativo repetitivo (rumina\u00e7\u00e3o) foram filtradas como mediadores dos efeitos das terapias baseadas na aten\u00e7\u00e3o. No entanto, os autores criticaram as defici\u00eancias metodol\u00f3gicas em alguns dos estudos inclu\u00eddos.<\/p>\n<h2 id=\"correlato-neurobiologico\">Correlato neurobiol\u00f3gico<\/h2>\n<p>Como e se o uso de aplica\u00e7\u00f5es baseadas na aten\u00e7\u00e3o se manifesta num correlato neurobiol\u00f3gico foi investigado, entre outros, por Lazar et al. examinado. Neste estudo, foram detectadas altera\u00e7\u00f5es nas estruturas cerebrais em 20 sujeitos com vasta experi\u00eancia de medita\u00e7\u00e3o com a ajuda de exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica [5]. As \u00e1reas do c\u00e9rebro respons\u00e1veis pelo processamento das impress\u00f5es sensoriais, regula\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o e intercep\u00e7\u00e3o eram mais espessas nos sujeitos meditadores do que nos controlos combinados.<\/p>\n<p>Num outro estudo, a RM funcional foi utilizada para investigar as actividades das \u00e1reas cerebrais durante a exposi\u00e7\u00e3o a imagens negativas [6]. Os 24 sujeitos saud\u00e1veis que utilizaram uma breve interven\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o reduziram a actividade nas \u00e1reas do c\u00e9rebro respons\u00e1veis pelo processamento das emo\u00e7\u00f5es (tais como o giro am\u00edgdala ou parahipocampal) durante a visualiza\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos emocionais negativos versus imagens neutras, em compara\u00e7\u00e3o com os 22 controlos sem interven\u00e7\u00e3o. Os resultados indicam os efeitos do treino de aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regula\u00e7\u00e3o destas actividades neurobiol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10221 lazyload\" alt=\"\" data-src=\"https:\/\/medizinonline.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/offenefragen_np3.png\" style=\"--smush-placeholder-width: 871px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 871\/492;height:226px; width:400px\" width=\"871\" height=\"492\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\"><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 existem abordagens para p\u00f4r estas descobertas em pr\u00e1tica. O grupo de investiga\u00e7\u00e3o liderado pelo Prof. Dr. Med. Uwe Herwig est\u00e1 a investigar o treino de neurofeedback a fim de poder tratar os pacientes ainda mais eficazmente [7]. Os sujeitos de teste encontram-se numa RM, que mostra aos pacientes as \u00e1reas do c\u00e9rebro que s\u00e3o activadas pela visualiza\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos negativos por meio de codifica\u00e7\u00e3o por cores (esquema de sem\u00e1foros). Assim, atrav\u00e9s de v\u00e1rias medidas (por exemplo, reavalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de acionamento da ansiedade), o paciente pode aprender atrav\u00e9s de feedback directo para melhor lidar com estas situa\u00e7\u00f5es de acionamento do stress. Al\u00e9m disso, o m\u00e9todo promove a auto-efic\u00e1cia do paciente, pois mostra que o indiv\u00edduo tem as capacidades necess\u00e1rias para controlar a ansiedade. O objectivo \u00e9 internalizar o que foi treinado a tal ponto que possa tamb\u00e9m ser aplicado na vida quotidiana.<\/p>\n<h2 id=\"resumo-e-perspectivas\">Resumo e perspectivas<\/h2>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, a terapia de ansiedade e depress\u00e3o com base na aten\u00e7\u00e3o evoluiu de uma posi\u00e7\u00e3o marginal no campo terap\u00eautico para um procedimento reconhecido e emp\u00edrico. Por exemplo, MBCT est\u00e1 listado nas directrizes sob a sua indica\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, preven\u00e7\u00e3o de reca\u00eddas em depress\u00e3o (NICE, S3). Estudos recentes indicam agora que o MBCT tamb\u00e9m pode ter um papel em epis\u00f3dios depressivos e \u00e9 recomendado quando se descontinua a utiliza\u00e7\u00e3o de antidepressivos. Apesar destes resultados positivos, outros m\u00e9todos baseados em provas n\u00e3o devem ser negligenciados (por exemplo, terapia de exposi\u00e7\u00e3o a dist\u00farbios de ansiedade), sublinha o Prof. Rufer em conclus\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Fonte:<sup>9th<\/sup> Swiss Forum for Mood and Anxiety Disorders (SFMAD), 12.&nbsp;Abril 2018, Zurique<\/em><\/p>\n<p>\nLiteratura:<\/p>\n<ol>\n<li>Kuyken W, et al.: A efic\u00e1cia e a rela\u00e7\u00e3o custo-efic\u00e1cia de uma terapia cognitiva baseada na aten\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com o tratamento antidepressivo de manuten\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o de reca\u00edda\/recorr\u00eancia depressiva: resultados de um ensaio controlado aleat\u00f3rio (o estudo PREVENT). Health Technol Assess 2015; 19(73): 1-124.<\/li>\n<li>Strauss C, et al: Mindfulness-Based Interventions for People Diagnosed with a Current Episode of an Anxiety or Depressive Disorder: A Meta-Analysis of Randomised Controlled Trials. PLoS One 2014; 9(4): e96110.<\/li>\n<li>Koszycki D, et al.: Ensaio aleat\u00f3rio de um programa de redu\u00e7\u00e3o do stress baseado na medita\u00e7\u00e3o e terapia de comportamento cognitivo em dist\u00farbios generalizados de ansiedade social. Behav Res Ther 2007; 45(10): 2518-2526.<\/li>\n<li>Gu J, et al.: Como \u00e9 que a terapia cognitiva e a redu\u00e7\u00e3o do stress com base na aten\u00e7\u00e3o melhoram a sa\u00fade mental e o bem-estar? Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica e uma meta-an\u00e1lise dos estudos de media\u00e7\u00e3o. Clin Psychol Rev 2015; 37: 1-12.<\/li>\n<li>Lazar SW, et al.: A experi\u00eancia de medita\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada ao aumento da espessura cortical. Neuroreport 2005; 16(17): 1893-1897.<\/li>\n<li>Lutz J, et al.: Mindfulness and emotion regulation &#8211; an fMRI study. Soc Cogn Affect Neurosci 2014; 9(6): 776-785.<\/li>\n<li>Nickl R: Controlar os medos. Revista UZH 2014; 23(2): 12-14. www.news.uzh.ch\/de\/articles\/2014\/aengste-konrtollieren.html<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>InFo NEUROLOGIA &amp; PSYCHIATRY 2018; 16(3): 46-48.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, a terapia de ansiedade e depress\u00e3o com base na aten\u00e7\u00e3o evoluiu de uma posi\u00e7\u00e3o marginal no campo terap\u00eautico para um procedimento reconhecido e emp\u00edrico. 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