{"id":338807,"date":"2018-01-05T01:00:00","date_gmt":"2018-01-05T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/medizinonline.com\/ha-muito-simbolismo-a-volta-do-coracao\/"},"modified":"2018-01-05T01:00:00","modified_gmt":"2018-01-05T00:00:00","slug":"ha-muito-simbolismo-a-volta-do-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/medizinonline.com\/pt-pt\/ha-muito-simbolismo-a-volta-do-coracao\/","title":{"rendered":"&#8220;H\u00e1 muito simbolismo \u00e0 volta do cora\u00e7\u00e3o&#8221;."},"content":{"rendered":"<p><strong>&#8220;Gosto da combina\u00e7\u00e3o de artesanato e compreens\u00e3o intelectual de procedimentos complexos, ou da tecnologia. A cirurgia card\u00edaca \u00e9 um campo onde se trata toda a gente, desde beb\u00e9s a pacientes idosos, gostei disso&#8221;. Prof. Dr. med. Dr. h.c. Thierry Carrel, Director Cl\u00ednico da Cl\u00ednica Universit\u00e1ria de Cirurgia Cardiovascular em Berna, responde a perguntas numa entrevista com a jornalista Nathalie Zeindler.<\/strong><\/p>\n<p> <!--more--> <\/p>\n<p><strong>Em &#8220;From the Heart&#8221;, as interven\u00e7\u00f5es card\u00edacas s\u00e3o descritas a partir da perspectiva de 20 pacientes. O Prof. Dr. Carrel d\u00e1 uma vis\u00e3o sobre a sua vis\u00e3o das coisas na sala de opera\u00e7\u00f5es, bem como sobre Deus e o mundo. Numa conversa pessoal, o m\u00e9dico estava agora dispon\u00edvel para responder a perguntas muito pessoais e bastante ponderadas politicamente.<br \/>\nA cirurgia card\u00edaca \u00e9 uma rotina ou uma pe\u00e7a de arte para si?<\/strong><\/p>\n<p><em><br \/>\n  <strong>Professor Dr. Carrel:<\/strong><br \/>\n<\/em> \u00c9 um pouco de ambos. \u00c9 uma proeza que a paragem e rein\u00edcio do cora\u00e7\u00e3o funciona durante a opera\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 baseado no conhecimento das ci\u00eancias naturais. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma certa normaliza\u00e7\u00e3o. Rotina \u00e9 uma palavra dif\u00edcil &#8211; uma opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o funciona por si s\u00f3, mas os procedimentos funcionam de uma forma estruturada. Tudo \u00e9 claramente especificado. O espa\u00e7o para a arte e criatividade s\u00f3 est\u00e1 dispon\u00edvel em interven\u00e7\u00f5es devido a malforma\u00e7\u00f5es cong\u00e9nitas.<\/p>\n<p><strong>O cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem um car\u00e1cter religioso?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 muito simbolismo \u00e0 volta do cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 um \u00f3rg\u00e3o especial porque \u00e9 sentido melhor e mais frequentemente do que outros \u00f3rg\u00e3os do corpo em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de vida. O simbolismo em torno do cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem uma grande tradi\u00e7\u00e3o. A representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica \u00e9 conhecida h\u00e1 mil\u00e9nios numa grande variedade de culturas. Um car\u00e1cter religioso n\u00e3o \u00e9 inteiramente compreens\u00edvel para mim. A suposta sede da alma, que entra em jogo repetidamente no contexto do poder simb\u00f3lico do cora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m permanece aberta. Penso que, em \u00faltima an\u00e1lise, h\u00e1 algo de bom no facto de que ainda existem mist\u00e9rios sobre o corpo humano.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que se relaciona com o seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sinto-o como todos os outros. N\u00e3o estou protegido contra doen\u00e7as card\u00edacas porque trabalho em medicina card\u00edaca. Temos longos dias de trabalho com situa\u00e7\u00f5es por vezes stressantes, pelo que tem de haver um bom equil\u00edbrio para trabalhar ou para se regenerar. No meu papel como m\u00e9dico, tamb\u00e9m tenho de ser um modelo a seguir. Pratico desporto e ocasionalmente vou ter com os meus colegas para um check-up. Se eu tivesse dores no cora\u00e7\u00e3o, faria um check-up normal. Na medicina card\u00edaca, por\u00e9m, existem tamb\u00e9m doen\u00e7as insidiosas que podem levar \u00e0 morte sem quaisquer sintomas importantes. Em \u00faltima an\u00e1lise, subsiste um certo risco residual, apesar das precau\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00e3o vulner\u00e1vel \u00e9 voc\u00ea mesmo quando \u00e9 confrontado diariamente com destinos dif\u00edceis de pacientes?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 dois aspectos: O profissional como cirurgi\u00e3o que tem de encorajar, ganhar confian\u00e7a, dar esperan\u00e7a e motivar. Neste local de trabalho, por vezes \u00e9 preciso superar-se a si pr\u00f3prio quando se assiste a m\u00e1s situa\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m se deve aceitar a morte. Na sociedade actual, devido a todas as possibilidades medicinais e t\u00e9cnicas, por vezes esquece-se que o que nos espera a todos, sem excep\u00e7\u00e3o, \u00e9 a morte.<\/p>\n<p>Longe do local de trabalho, cada m\u00e9dico tem de ser capaz de digerir os seus sentimentos por si pr\u00f3prio. Isto tamb\u00e9m faz parte das tarefas. Como chefe, tende-se a estar sozinho na hierarquia superior, mas tentamos passar o apoio para baixo, para os colegas mais jovens. Em \u00faltima an\u00e1lise, cada um tem de encontrar a sua pr\u00f3pria forma de lidar com estes sentimentos.<\/p>\n<p><strong>Sente-se cada vez mais s\u00f3, quanto mais alto est\u00e1 na sua carreira?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, isso deve ser parte da desvantagem de ser o chefe. Tenho bom contacto com todos os colegas da minha equipa, mas n\u00e3o quero sobrecarreg\u00e1-los com as minhas preocupa\u00e7\u00f5es para al\u00e9m dos seus pr\u00f3prios fardos. Como chefe, tem de ser capaz de tratar de algumas coisas sozinho.<\/p>\n<p><strong>Porque escolheu a cirurgia card\u00edaca?<\/strong><\/p>\n<p>Gosto da combina\u00e7\u00e3o de artesanato e compreens\u00e3o intelectual de processos complexos ou da tecnologia. A cirurgia card\u00edaca \u00e9 uma especialidade onde se trata toda a gente, desde beb\u00e9s a pacientes idosos, que eu gostei. Mas parte disso tamb\u00e9m foi coincid\u00eancia. Em anos de estudo, uma certa personalidade impressiona-o, o que tamb\u00e9m contribui para a decis\u00e3o. Enquanto adolescente, fiquei fascinado com a implanta\u00e7\u00e3o do primeiro cora\u00e7\u00e3o artificial, Jarvik-7, em Salt Lake City. Achei isto quase mais impressionante do que o transplante de cora\u00e7\u00f5es de dadores. Uma vantagem dos cora\u00e7\u00f5es artificiais \u00e9 a sua disponibilidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, eu pessoalmente gosto de estar com pessoas. Na cirurgia card\u00edaca, chega-se rapidamente ao \u00e2mago de uma pessoa, as conversas no per\u00edodo que antecede a cirurgia card\u00edaca centram-se frequentemente nas quest\u00f5es essenciais da vida. Os seres humanos (com muito poucas excep\u00e7\u00f5es) valorizam a cirurgia card\u00edaca mais do que qualquer outra interven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPersonalidades da cirurgia card\u00edaca que me influenciaram muito s\u00e3o o Prof. Dr. Marko Turina e a sua antecessora, Prof. Ake Senning. Foram cirurgi\u00f5es absolutamente fascinantes para mim.<\/p>\n<p><strong>A cirurgia inc\u00f3moda deve ser simplificada, tendo em conta a idade crescente dos pacientes. Isto \u00e9 feito no sentido de uma cirurgia minimamente invasiva?<\/strong><\/p>\n<p>Isso \u00e9 um desafio. A esperan\u00e7a de vida aumentou significativamente. Haver\u00e1 um aumento significativo da popula\u00e7\u00e3o idosa, pelo que a quest\u00e3o \u00e9 quais os servi\u00e7os que o sistema de sa\u00fade ir\u00e1 prestar aos idosos. O objectivo \u00e9 ter uma boa qualidade de vida at\u00e9 pouco antes da morte, permanecer independente sempre que poss\u00edvel, e ser t\u00e3o indolor ou livre de sintomas quanto poss\u00edvel quando uma doen\u00e7a est\u00e1 presente. Medicamente, \u00e9 preciso ponderar na velhice se a interven\u00e7\u00e3o \u00e9 adequada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (presen\u00e7a de doen\u00e7as concomitantes, motiva\u00e7\u00e3o do paciente). Para esta avalia\u00e7\u00e3o, uma discuss\u00e3o pessoal detalhada \u00e9 decisiva, de prefer\u00eancia tamb\u00e9m com os familiares.<\/p>\n<p><strong>As pessoas t\u00eam sequer tempo para conversas t\u00e3o longas?<\/strong><\/p>\n<p>Encontra-se sempre tempo, a \u00fanica quest\u00e3o \u00e9 quanto tempo o dia \u00e9 longo. Uma \u00e9 penalizada pelo sistema de factura\u00e7\u00e3o, uma vez que a conversa n\u00e3o \u00e9 bem remunerada, ao contr\u00e1rio dos tratamentos. Numa situa\u00e7\u00e3o especial, uma conversa pode ser mais importante do que uma opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O financiamento hospitalar \u00e9 uma decis\u00e3o errada? Os pacientes t\u00eam alta mais cedo e por vezes t\u00eam de ser readmitidos, especialmente os pacientes mais velhos.<\/strong><\/p>\n<p>Para departamentos individuais, o financiamento actual \u00e9 problem\u00e1tico. H\u00e1 sempre a quest\u00e3o de como um determinado servi\u00e7o \u00e9 remunerado. Na medicina card\u00edaca, os servi\u00e7os s\u00e3o remunerados muito bem.<\/p>\n<p>Basicamente, \u00e9 claro que temos um grande interesse em n\u00e3o manter o paciente no hospital mais tempo do que o necess\u00e1rio do ponto de vista m\u00e9dico, uma vez que a isto se segue a importante fase de reabilita\u00e7\u00e3o. Em cirurgia card\u00edaca, se um paciente for readmitido com complica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s um procedimento no prazo de 21 dias, este \u00e9 coberto pela mesma taxa fixa que o procedimento original. Este regulamento pretende ser uma protec\u00e7\u00e3o, para que n\u00e3o se olhe apenas para o aspecto financeiro e para que as complica\u00e7\u00f5es sejam entregues a outros. Haver\u00e1 sempre decis\u00f5es erradas nas descargas, uma vez que as complica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m se podem desenvolver mais tarde.<\/p>\n<p>J\u00e1 existem problemas com o sistema actual, que foi introduzido em 2012: O hospital pensa em termos de gest\u00e3o empresarial. O volume de neg\u00f3cios deve estar certo, idealmente n\u00e3o h\u00e1 perda ou muito melhor um lucro no final do per\u00edodo de factura\u00e7\u00e3o! o pensamento econ\u00f3mico prevalece no sector da sa\u00fade. Aqui, rapidamente surgem considera\u00e7\u00f5es de tratamentos economicamente question\u00e1veis ou question\u00e1veis na velhice. Ao mesmo tempo, estas quest\u00f5es movem-se dentro de um quadro \u00e9tico. O que os medicamentos n\u00e3o devem fazer, em circunst\u00e2ncia alguma, \u00e9 discriminar os doentes. As condi\u00e7\u00f5es de enquadramento das interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas na velhice mudaram. Hoje em dia, mesmo um paciente mais velho mas em forma pode ser operado, que no passado n\u00e3o teria sido considerado para tal simplesmente por causa da sua idade.<\/p>\n<p><strong>A medicina altamente especializada tamb\u00e9m tem as suas armadilhas, uma vez que \u00e9 necess\u00e1rio ponderar com maior precis\u00e3o se uma opera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ainda pode ser realizada numa determinada idade ou n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Cada gera\u00e7\u00e3o tem os seus pr\u00f3prios problemas e vantagens para lidar com eles. Precisa de uma discuss\u00e3o. As pessoas s\u00e3o geralmente autorizadas a envelhecer e a gozar de melhor sa\u00fade durante mais tempo. Assim, novas quest\u00f5es de tratamento emergem na velhice. As pessoas simplesmente gostam de viver desde que a qualidade de vida seja a correcta. \u00c9 muito dif\u00edcil aconselhar um paciente que ainda tem muita alegria na vida contra uma opera\u00e7\u00e3o. Por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m, naturalmente, pacientes que est\u00e3o muito seguros de que j\u00e1 n\u00e3o querem terapia curativa. \u00c9 aqui que os cuidados paliativos entram em jogo. \u00c9 necess\u00e1rio prestar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia desta especialidade, a fim de responder \u00e0s necessidades de fim de vida para al\u00e9m da SA\u00cdDA.<\/p>\n<p><strong>Or\u00e7amento global &#8211; ou seja, as tarifas dos servi\u00e7os m\u00e9dicos s\u00e3o reduzidas por um certo factor a partir de um certo crescimento dos custos. O que pensa sobre o assunto?<\/strong><\/p>\n<p>Temos de co-desenvolver o sistema de forma construtiva. Um exemplo \u00e9 o enorme excesso de oferta de hospitais na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Existem in\u00fameras esta\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia na cidade de Berna. Aqui s\u00e3o necess\u00e1rios desenvolvimentos sensatos. A coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria. Entre hospitais p\u00fablicos e privados, \u00e9 preciso encontrar um modo em que se complementem uns aos outros. N\u00e3o pode ser que um tenha lucro e os outros operem em pacientes complicados dia e noite. Os pequenos hospitais devem aliviar os grandes para interven\u00e7\u00f5es\/tratamentos sem complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A medicina personalizada (Big Data) recolhe o maior n\u00famero poss\u00edvel de dados dos doentes. O que pensa deste desenvolvimento?<\/strong><\/p>\n<p>No fim de contas, isto \u00e9 provavelmente muito positivo. No entanto, o caminho para um sistema funcional \u00e9 muito longo e, no contexto da recolha de dados muito pessoais, associado \u00e0 incerteza por parte dos pacientes. O objectivo \u00e9 criar um perfil digital de risco de todas as pessoas para certas doen\u00e7as, analisando parte da sua composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Desta forma, a preven\u00e7\u00e3o poderia ser utilizada de uma forma ainda mais direccionada. A Medicina Personalizada visa definir melhor um risco a fim de filtrar os pacientes de maior risco ou aqueles que melhor beneficiar\u00e3o de uma determinada terapia.<\/p>\n<p><strong>Doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e escassez de \u00f3rg\u00e3os &#8211; qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o actual?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se pode for\u00e7ar uma sociedade a fazer o que ela n\u00e3o quer. Mas: Na Su\u00ed\u00e7a, perdemos v\u00e1rias dezenas de pessoas todos os anos porque n\u00e3o h\u00e1 \u00f3rg\u00e3os suficientes dispon\u00edveis. H\u00e1 aqui tamb\u00e9m diferentes perspectivas. Menos doadores tamb\u00e9m significa menos acidentes fatais.  &nbsp;<\/p>\n<p>Actualmente, o consentimento alargado \u00e9 praticado. O falecido teria portanto de ter expresso o seu consentimento de princ\u00edpio \u00e0 doa\u00e7\u00e3o durante a sua vida ou, se desconhecido, esta decis\u00e3o \u00e9 transferida para os parentes mais pr\u00f3ximos ap\u00f3s a morte.<\/p>\n<p>Uma considera\u00e7\u00e3o foi introduzir a solu\u00e7\u00e3o de objec\u00e7\u00e3o: Apenas aqueles que se op\u00f5em n\u00e3o s\u00e3o considerados doadores de \u00f3rg\u00e3os, todos os outros s\u00e3o doadores potenciais.<br \/>\nEst\u00e1 actualmente em curso um trabalho sobre uma iniciativa de &#8220;consentimento presumido&#8221;. Isto separaria o processo de decis\u00e3o de doar a tempo da morte aguda. Um efeito positivo dos doadores em falta \u00e9 o esfor\u00e7o da ind\u00fastria para encontrar solu\u00e7\u00f5es de substitui\u00e7\u00e3o, por exemplo, melhores medicamentos ou cora\u00e7\u00f5es artificiais.<\/p>\n<p><strong>O que mais o comoveu na escrita do livro (&#8220;From the Heart&#8221;)?<\/strong><\/p>\n<p>Que os pacientes tinham a vontade de falar sobre a sua hist\u00f3ria m\u00e9dica, de uma forma n\u00e3o an\u00f3nima e com imagens. Penso que muitas pessoas sentiram a necessidade de descrever estas interven\u00e7\u00f5es do ponto de vista do paciente. As brochuras informativas para os pacientes s\u00e3o, de facto, frequentemente muito neutras e reflectem as ideias dos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p><em>Excerto da entrevista com Nathalie Zeindler<\/em><\/p>\n<p><em>Editor Dr. med. Katrin Hegemann<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>CARDIOVASC 2017; 16(6): 23-24<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Gosto da combina\u00e7\u00e3o de artesanato e compreens\u00e3o intelectual de procedimentos complexos, ou da tecnologia. A cirurgia card\u00edaca \u00e9 um campo onde se trata toda a gente, desde beb\u00e9s a pacientes&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":73084,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","cat_1_feature_home_top":false,"cat_2_editor_pick":false,"csco_eyebrow_text":"Entrevista com o Prof. Dr. med. Dr. h.c. 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