{"id":343191,"date":"2015-07-30T02:00:00","date_gmt":"2015-07-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/medizinonline.com\/acontecimentos-de-apreensao-e-estados-confusos-como-proceder\/"},"modified":"2015-07-30T02:00:00","modified_gmt":"2015-07-30T00:00:00","slug":"acontecimentos-de-apreensao-e-estados-confusos-como-proceder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/medizinonline.com\/pt-pt\/acontecimentos-de-apreensao-e-estados-confusos-como-proceder\/","title":{"rendered":"Acontecimentos de apreens\u00e3o e estados confusos &#8211; como proceder?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Num evento da tarde sobre o tema &#8220;Neuro Emerg\u00eancias&#8221; no Inselspital de Berna, um dos t\u00f3picos foi a distin\u00e7\u00e3o cl\u00ednica entre crises psicog\u00e9nicas e epilepticas. Os dois tipos de convuls\u00f5es t\u00eam um quadro cl\u00ednico variado, muitas vezes semelhante. A diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 importante precisamente devido \u00e0s diferentes terapias. Al\u00e9m disso, o tratamento dos estados de confus\u00e3o nos idosos era o foco de interesse.  <\/strong><\/p>\n<p> <!--more--> <\/p>\n<p>Os eventos parox\u00edsticos apresentam-se frequentemente com dor, perda de consci\u00eancia, tonturas, tonturas, paralisia e perda de t\u00f3nus. Uma vez que a maioria dos fen\u00f3menos pode ser observada tanto em convuls\u00f5es psicog\u00e9nicas como epil\u00e9pticas, a diferencia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica \u00e9 muitas vezes dif\u00edcil em casos individuais. Contudo, tal diagn\u00f3stico \u00e9 necess\u00e1rio: &#8220;As convuls\u00f5es psicog\u00e9nicas n\u00e3o epil\u00e9pticas (PNEPE) s\u00e3o uma doen\u00e7a que requer terapia e n\u00e3o um diagn\u00f3stico de exclus\u00e3o&#8221;, diz o Prof. Mathias Sturzenegger, MD, M\u00e9dico Chefe da Cl\u00ednica Universit\u00e1ria de Neurologia, Berna. Uma ferramenta essencial para a diferencia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de um evento epil\u00e9ptico (EPE) de um evento parox\u00edstico n\u00e3o epil\u00e9ptico (NEPE) \u00e9 a hist\u00f3ria m\u00e9dica exacta, incluindo a hist\u00f3ria de outros. O NEPE ocorre fisiologicamente, por exemplo como mioclonias de adormecer, patologicamente em TIAs ou s\u00edncope, e psicogenicamente (PNEPE). &#8220;Diferentemente, as convuls\u00f5es com perda de consci\u00eancia devem ser sempre consideradas como s\u00edncope convulsiva&#8221;, diz o Prof.<\/p>\n<p>Uma importante caracter\u00edstica distintiva entre NEPE e EPE \u00e9 a sequ\u00eancia de eventos: por exemplo, a perda de consci\u00eancia e atonia muscular em s\u00edncope ocorre antes das convuls\u00f5es. Al\u00e9m dos sintomas motores, os olhos s\u00e3o um instrumento importante para distinguir entre s\u00edncope convulsiva e grande mal e entre convuls\u00f5es psicog\u00e9nicas versus convuls\u00f5es epil\u00e9pticas. Estes est\u00e3o normalmente abertos durante uma crise epil\u00e9ptica. Tamb\u00e9m se podem tirar conclus\u00f5es a partir da cor da pele e da observa\u00e7\u00e3o de como o paciente se recupera do evento e se se lembra dele.<\/p>\n<p>Uma convuls\u00e3o epil\u00e9ptica \u00e9 causada por est\u00edmulos n\u00e3o espec\u00edficos ou danos no c\u00e9rebro. &#8220;Basicamente, qualquer pessoa pode ter um ataque epil\u00e9ptico&#8221;, disse o Prof. Sturzenegger. Contudo, apenas se fala de epilepsia quando se repetem crises repetidas, na sua maioria espont\u00e2neas, e quando se detecta uma actividade el\u00e9ctrica anormal na pessoa afectada. Tamb\u00e9m \u00e9 frequentemente dif\u00edcil distinguir PNEPE porque tamb\u00e9m pode ser convulsivo. Por enquanto, o PNEPE \u00e9 observado em adultos jovens &#8211; especialmente mulheres. O historial m\u00e9dico do paciente mostra frequentemente um historial mental e psiqui\u00e1trico. \u00dateis para a diferencia\u00e7\u00e3o s\u00e3o as refer\u00eancias a situa\u00e7\u00f5es de conflito como est\u00edmulos. As apreens\u00f5es ocorrem frequentemente enquanto se est\u00e1 acordado e na presen\u00e7a de testemunhas. A aus\u00eancia de estere\u00f3tipos em apreens\u00f5es m\u00faltiplas ou bem descritas \u00e9 impressionante. Al\u00e9m disso, a longa dura\u00e7\u00e3o da apreens\u00e3o (&gt;2 minutos) no PNEPE, os movimentos intencionais que podem ser influenciados pelo examinador, e a consci\u00eancia preservada, que \u00e9 frequentemente acompanhada pelo choro, fornecem pistas valiosas. Em caso de d\u00favida, a telemetria de v\u00eddeo deve ser utilizada para uma delimita\u00e7\u00e3o fi\u00e1vel.<\/p>\n<h2 id=\"confusao-nas-pessoas-idosas-haloperidol-agudo-e-quetiapina-no-tratamento-a-longo-prazo\">Confus\u00e3o nas pessoas idosas: Haloperidol agudo e quetiapina no tratamento a longo prazo<\/h2>\n<p>A consci\u00eancia perturbada nas pessoas mais velhas desenvolve-se tipicamente num curto espa\u00e7o de tempo e \u00e9 medicamente justific\u00e1vel.<\/p>\n<p>As intoxica\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias, efeitos secund\u00e1rios ou interac\u00e7\u00f5es de medicamentos ou falta de fluidos s\u00e3o causas frequentes de confus\u00e3o nas pessoas idosas. Para al\u00e9m do estado de consci\u00eancia perturbado, observam-se anomalias psicomotoras tais como hiper e hipoactividade, bem como altera\u00e7\u00f5es cognitivas e emocionais. O n\u00famero de diagn\u00f3sticos diferenciais \u00e9 elevado e varia desde infec\u00e7\u00f5es a eventos cerebrais agudos, tais como hemorragias ou acidentes vasculares cerebrais. Para al\u00e9m de factores gerais de risco como a idade, o risco aumenta com condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9-existentes como a dem\u00eancia e a depend\u00eancia relacionada com subst\u00e2ncias, mas sobretudo com o n\u00famero de medicamentos tomados, especialmente drogas psicotr\u00f3picas, antes da hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os estados de del\u00edrio e confus\u00e3o nas pessoas mais velhas s\u00e3o pouco estudados. O mesmo se aplica aos ensaios de medicamentos com doentes psiqui\u00e1tricos devido a problemas \u00e9ticos na sua condu\u00e7\u00e3o. &#8220;Ao prescrever medicamentos psicotr\u00f3picos, mudamo-nos frequentemente para a \u00e1rea n\u00e3o rotulada&#8221;, observou o Prof. Thomas M\u00fcller, m\u00e9dico chefe e chefe adjunto do departamento. Director, Cl\u00ednica Universit\u00e1ria e Policl\u00ednica para Psiquiatria, Berna. Referiu-se a um recente estudo de observa\u00e7\u00e3o coreano que comparou o efeito e a seguran\u00e7a do haloperidol com o antipsic\u00f3tico at\u00edpico risperidona, olanzapina ou quetiapina para o tratamento do del\u00edrio em doentes idosos [1]. Os pacientes foram tratados com um hor\u00e1rio de dosagem flex\u00edvel durante seis dias, dependendo dos sintomas cl\u00ednicos. &#8220;O factor decisivo foi que os grupos n\u00e3o diferiam em termos de equivalentes de clorpromazina&#8221;, diz o Prof. M\u00fcller. No total, foi utilizado cerca de um d\u00e9cimo da dose necess\u00e1ria para tratar a psicose aguda.<\/p>\n<p>Como o estudo demonstrou, houve uma diminui\u00e7\u00e3o significativa dos sintomas delirantes sob todos os medicamentos. As diferen\u00e7as, por outro lado, foram observadas em termos de capacidade de resposta. Assim, os f\u00e1rmacos psicotr\u00f3picos estudados tiveram um melhor efeito nos doentes &lt;75 anos de idade do que nos doentes mais velhos. A maior taxa de resposta naqueles &gt;75 anos de idade foi mostrada sob quetiapina <strong>(Fig.&nbsp;1) <\/strong>. No que diz respeito \u00e0 seguran\u00e7a, n\u00e3o houve diferen\u00e7as significativas entre as subst\u00e2ncias. De acordo com a tend\u00eancia, os menores efeitos secund\u00e1rios foram observados com a quetiapina. &#8220;A quetiapina parece ser uma droga bastante segura na velhice e \u00e9 popular por esta raz\u00e3o&#8221;, diz o Prof. M\u00fcller.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5925\" alt=\"\" src=\"https:\/\/medizinonline.com\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/abb1_np4_s33.png\" style=\"height:446px; width:600px\" width=\"1100\" height=\"817\"><\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 interven\u00e7\u00e3o psicofarmacol\u00f3gica na velhice, o psiquiatra recomendou evitar subst\u00e2ncias anticolin\u00e9rgicas, uma vez que o c\u00e9rebro reage de forma mais suscept\u00edvel aos efeitos secund\u00e1rios destas subst\u00e2ncias com a idade. Os antidepressivos tric\u00edclicos e, devido ao seu efeito cumulativo, os sedativos de ac\u00e7\u00e3o prolongada podem levar \u00e0 confus\u00e3o e devem tamb\u00e9m ser evitados. Para a mudan\u00e7a, o especialista recomendou uma abordagem sequencial em vez de uma abordagem paralela. Basicamente, &#8220;Haloperidol \u00e9 \u00fatil em situa\u00e7\u00f5es agudas e quetiapina para terapia a longo prazo&#8221;.<\/p>\n<p><em>Fonte: Simp\u00f3sio Interdisciplinar Neuro Emerg\u00eancias, 28 de Maio de 2015, Berna<\/em><\/p>\n<p>\nLiteratura:<\/p>\n<ol>\n<li>Yoon HJ, et al: Efic\u00e1cia e seguran\u00e7a do haloperidol versus medicamentos antipsic\u00f3ticos at\u00edpicos no tratamento do del\u00edrio. BMC Psychiatry 2013; 13: 240.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\n<em>InFo NEUROLOGIA &amp; PSYCHIATRY 2015; 13(4): 32-33<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num evento da tarde sobre o tema &#8220;Neuro Emerg\u00eancias&#8221; no Inselspital de Berna, um dos t\u00f3picos foi a distin\u00e7\u00e3o cl\u00ednica entre crises psicog\u00e9nicas e epilepticas. 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