{"id":343791,"date":"2015-02-11T01:00:00","date_gmt":"2015-02-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/medizinonline.com\/mais-sol-menos-recaidas\/"},"modified":"2015-02-11T01:00:00","modified_gmt":"2015-02-11T00:00:00","slug":"mais-sol-menos-recaidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/medizinonline.com\/pt-pt\/mais-sol-menos-recaidas\/","title":{"rendered":"Mais sol, menos reca\u00eddas"},"content":{"rendered":"<p><strong>A exposi\u00e7\u00e3o solar e o risco de EM est\u00e3o ligados &#8211; isto n\u00e3o \u00e9 novidade. Mas ser\u00e1 que a taxa de reca\u00eddas de pessoas que j\u00e1 est\u00e3o doentes tamb\u00e9m \u00e9 influenciada pelas esta\u00e7\u00f5es do ano? E existem diferen\u00e7as em fun\u00e7\u00e3o da latitude? Um novo estudo examinou estas quest\u00f5es utilizando dados de 30 pa\u00edses espalhados por ambos os hemisf\u00e9rios. Os resultados indicam uma correla\u00e7\u00e3o entre a luz solar e a taxa de impulso.<\/strong><\/p>\n<p> <!--more--> <\/p>\n<p><em>(ag)<\/em>  O problema com muitos estudos anteriores sobre este tema \u00e9 que n\u00e3o podem ser generalizados. Isto deve-se, por um lado, aos diferentes crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico e ao pequeno n\u00famero de casos, mas tamb\u00e9m \u00e0 limita\u00e7\u00e3o a uma determinada regi\u00e3o geogr\u00e1fica. N\u00e3o \u00e9, portanto, surpreendente que os dados variem muito, e em alguns casos at\u00e9 se contradigam entre si.<br \/>\nUm novo estudo publicado nos Anais de Neurologia [1] alargou o \u00e2mbito da investiga\u00e7\u00e3o: Existem diferen\u00e7as na ocorr\u00eancia de taxas de reca\u00edda em diferentes latitudes nos dois hemisf\u00e9rios, e onde ocorrem os picos?<\/p>\n<p>Um total de 32.762 reca\u00eddas em 9811 doentes com EM de 30 pa\u00edses (e 55 centros) foram analisadas no registo. A partir disto, para al\u00e9m da actividade de impulso sazonal, calculou-se a dura\u00e7\u00e3o entre a radia\u00e7\u00e3o UV mais baixa (Inverno) e o pico subsequente da taxa de impulso.<\/p>\n<h2 id=\"quanto-mais-longe-do-equador-mais-cedo-o-pico-de-empuxo\">Quanto mais longe do equador, mais cedo o pico de empuxo<\/h2>\n<p>De facto, o in\u00edcio anual dos epis\u00f3dios seguiu um padr\u00e3o c\u00edclico e sinusoidal, com picos no in\u00edcio da Primavera e calhas no Outono. Isto foi verdade para ambos os hemisf\u00e9rios e n\u00e3o \u00e9 surpreendente, pois foi recentemente demonstrado que a irradia\u00e7\u00e3o UVB da pele pode atenuar a auto-imunidade atrav\u00e9s de c\u00e9lulas T reguladoras e c\u00e9lulas dendr\u00edticas [2]. No Outono, ap\u00f3s o corpo ter sido particularmente exposto ao sol no Ver\u00e3o, a taxa de reca\u00eddas \u00e9 consequentemente mais baixa. Este efeito &#8211; presume-se &#8211; n\u00e3o pode ser explicado apenas pelo aumento da produ\u00e7\u00e3o de vitamina D, apesar de ser um factor importante.<\/p>\n<p>Afastando-se do equador em 10 passos de latitude na an\u00e1lise, a dura\u00e7\u00e3o entre UV baixo e pico de impulso encurtou significativamente em cerca de um m\u00eas cada (28,5 dias, 95% CI 3,29-53,71, p=0,028). A raz\u00e3o \u00e9 que a radia\u00e7\u00e3o solar torna-se mais fraca quanto mais se est\u00e1 longe do equador. Assim, no Ver\u00e3o, a reserva de vitamina D e outros importantes moduladores imunit\u00e1rios podem ser reabastecidos menos do que perto do equador, resultando numa defici\u00eancia no in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>Literatura:<\/p>\n<ol>\n<li>Spelman T, et al: A varia\u00e7\u00e3o sazonal da taxa de recidivas em esclerose m\u00faltipla depende da latitude. Anais de Neurologia 2014; 76(6): 880-890.<\/li>\n<li>Breuer J, et al: A luz ultravioleta B atenua a resposta imunit\u00e1ria sist\u00e9mica na auto-imunidade do sistema nervoso central. Ann Neurol 2014; 75(5): 739-758.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>InFo NEUROLOGIA &amp; PSYCHIATRY 2015; 13(1): 30<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o solar e o risco de EM est\u00e3o ligados &#8211; isto n\u00e3o \u00e9 novidade. 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